A construção de um ensino superior mais inclusivo exige diálogo constante, troca de experiências e compromisso institucional. Com esse propósito, a FESP marcou presença na roda de conversa “TEA na faculdade”, evento que discutiu os desafios e as estratégias para garantir o acesso, a permanência e o sucesso acadêmico de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino superior. 

Promovido no dia 22 de abril pelo Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (DPcD), serviço vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), o encontro integrou a programação de encerramento das atividades do mês dedicado à conscientização sobre o autismo.  

A iniciativa reuniu especialistas convidados, educadores, estudantes das áreas da educação e do comportamento, além de familiares de pessoas com TEA, criando um espaço plural de escuta e reflexão. 

Entre os participantes esteve o psicólogo Bruno Henrique dos Santos Pereira, professor e coordenador do curso de Psicologia da Faculdade FESP 

“Durante o encontro, discutimos o papel fundamental dos núcleos de apoio, que atuam como ponte entre as necessidades dos acadêmicos e as práticas institucionais, contribuindo para a construção de trajetórias acadêmicas mais acessíveis e equitativas”, ressalta. 

O prof. Bruno também ressaltou a importância de promover uma cultura de acolhimento entre os próprios estudantes: “Precisamos entender que a inclusão não se limita a adaptações formais, mas envolve relações interpessoais baseadas em respeito, empatia e responsabilidade coletiva”. 

Inclusão no Ensino Superior é compromisso, diálogo e ação  

Foto: Freepik

Ao longo do debate, foram abordadas experiências implementadas por diferentes instituições de ensino superior para atender estudantes diversos perfis. Questões como adaptação pedagógica acolhimento institucional e o desenvolvimento de habilidades sociais foram alguns dos principais pontos discutidos.  

“Devemos criar condições adaptativas para acadêmicos atípicos, considerando suas especificidades sem perder de vista sua autonomia e potencial de desenvolvimento. Falar de inclusão é, sobretudo, falar de permanência qualificada, garantir não apenas o acesso, mas condições reais para que esses estudantes avancem, se desenvolvam e concluam sua formação”, aponta o prof. Bruno. 

Também foram apresentadas estratégias voltadas ao fortalecimento das competências socioemocionais dos estudantes, como grupos de desenvolvimento de habilidades sociais e acompanhamento pedagógico individualizado, além da adoção de provas assistidas, com adaptações que garantem condições mais justas de avaliação, respeitando as necessidades específicas de cada estudante. 

Outros especialistas convidados compartilharam dados e práticas relacionadas à realidade acadêmica de estudantes com TEA, evidenciando a importância de ações contínuas de sensibilização da comunidade universitária (professores, estudantes e equipes administrativas) para a construção de ambientes mais empáticos, atentos e preparados para a diversidade de perfis que compõem o ensino superior contemporâneo. 

“A roda de conversa reforçou um compromisso que precisa ser contínuo: transformar o ensino superior em um espaço, de fato, inclusivo, onde a diversidade não seja apenas reconhecida, mas valorizada como parte essencial do processo formativo.”, conclui o prof. Bruno.  

Mais do que formar profissionais, a FESP segue comprometida em formar pessoas capazes de compreender a complexidade do outro, respeitar as diferenças e atuar de forma ética e sensível nos diversos contextos educacionais, sociais e profissionais.